Foto de Tina Zani
Foto de Tina Zani

Imagine se você pudesse se transformar em qualquer coisa nesse mundo. Algo do tipo ‘Super Gêmeos, ativar! Forma de…’ No que você se transformaria?

Eu me transformaria em alguma coisa leve que soubesse voar.

Uma nuvem, um passarinho, um dente de leão, uma brisa, um balão.

E aí eu ficaria lá alto no céu, meio olhando a vida com perspectiva, meio voando e só. No ar. Ao vento, ao relento, ao luar. E meu coração humano iria derreter e pingar gotas de deleite sobre outros corações humanos na Terra lá embaixo. E eu me entregaria cintilante ao horizonte cor de maravilha.

Mas como me transformar em qualquer coisa leve que saiba voar, já que não sou um dos Super Gêmeos?

Escrever me dá essa sensação. Quando escrevo sinto como se o Universo se derramasse em cada célula do meu corpo e fluisse pelos meus dedos, transformando pensamentos em palavras e sentimentos em poesia. Todo o resto do meu dia fica mais alegre e leve e eu sei que fiz algo que queria fazer de verdade, de mãos  dadas com meus propósitos mais verdadeiros. Eu me sinto como uma coisa leve que sabe voar e pareço uma nuvem lá no céu.

Uma amiga, outro dia, me dizia que ainda não havia descoberto sua missão de vida.

E como fazemos para descobri-la? E se demorarmos muito para encontrá-la? E se o tempo passar e não soubermos a que viemos? E como sabemos se o que estamos fazendo é o que deveríamos estar?

Para mim, a resposta a essas perguntas é uma euforia barulhenta que sinto trovejando no meu peito. Essa festa em meu coração depois de algo que fiz me diz que estou no caminho certo.

Minha missão de vida não está escondida e não tenho que encontrá-la. Ela está na minha grande vontade de realizar as coisas que me fazem sentido, me importam, me deixam feliz e com a sensação de sublimação. Por minha livre e espontânea e-s-c-o-l-h-a, com todas a letras. E a livre escolha é na mesma proporção dádiva e perdição, pois que escolher implica me responsabilizar.

Não faz muito tempo que entendi esses segredos e aprendi que a mágica para escolher certo é saber ler os sinais que a vida me mostra.

Sempre que estou próxima de fazer uma boa escolha, quando estou no caminho de realizar um belo propósito, meu corpo todo se sente vivo, um entusiasmo enorme aparece, minha mente fica clara e um banho de vitalidade indescritível se apodera de mim. Ou seja, crio uma conexão deliciosa entre minhas atitudes, meus movimentos, e a música que mantém acesa minha essência.

No sentido inverso, quando não me sinto ótima em relação a alguma opção que fiz ou estou prestes a fazer, sei que desafinei e a música, ao invés de soar como um acalanto, acaba virando lamúria, ladainha, lamentação.

Isso se reflete nos meus relacionamentos com os outros e com o mundo. Se escolhi certo, me sinto bem e tudo parece bem. Se não, não.

Foi assim que, nesses últimos 365 dias, fiz muito boas escolhas. Aprendi a me ouvir, a me sentir, a me olhar, a me farejar, a me apreciar. Aprendi a virar nuvem.

Se você pudesse se transformar em qualquer coisa nesse mundo, no que você se transformaria?

 

 

 

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