Sobre as Escolhas que Fazemos

Foto de Tina Zani
Foto de Tina Zani

 

Ontem eu comi um peixe.

Depois de 6 anos de vegetarianismo, eu comi um peixe.

Um salmão.

Estava muito gostoso. Fui eu mesma que fiz, especialmente para essa ocasião.

Comi porque fiquei com vontade.

E sabe o que? Foi o máximo.

Eu me senti livre. Porque pude escolher comer um peixe quando me deu vontade.

A vida é cheia de escolhas. Todos os dias, começamos escolhendo nos levantar da cama; depois, escolhemos que bom ou mau humor vamos ter no início da manhã, para então escolher o que vamos comer no desjejum, que roupa vamos usar, se vamos sair no horário ou atrasados, que tipo de educação vamos ter no trânsito… Isso só pra falar de algumas escolhas básicas do dia-a-dia.

Mas a vida não é feita só de escolhas pequenas. Também temos que encarar as grandes, aquelas que envolvem mudanças significativas e importantes e, muitas vezes, arrastam outras vidas junto com a nossa.

É muito provável que todos nós já tenhamos feito uma dessas escolhas em algum momento da nossa curta existência nesse belo planeta. E nos colamos a ela porque naquele momento, naquele pingo de tempo, era isso que era pra ser. Era o que queríamos, como nos sentíamos ou, simplesmente, era o que era necessário. E essa escolha, veja só, passa a se confundir com quem somos. Sem que possamos perceber, ela se impregna em nós, nos nossos poros, nos nossos pelos e cabelos, se mistura na nossa saliva, reflete-se em nossos olhos, nutre a nossa pele, e nós pensamos que não podemos mais viver sem ela. Nunca mais.

Mas nunca é um lugar que não existe, e nós nos esquecemos disso.

Esquecemos que podemos escolher de novo.

Podemos, até, escolher o contrário do que já tínhamos escolhido antes! Isso não é maravilhoso?

Não estamos eternamente presos às escolhas que fizemos no passado. Nós podemos mudar. Porque somos livres.

Mesmo que muitas vezes acreditemos, com todos os argumentos, que não. E temos muitos bons argumentos. Eu os conheço muito bem.

Mas é preciso treinar. Porque nos habituamos tanto a ficar grudados e apegados às escolhas do passado, que mudar parece tão difícil…

Já imaginou que legal seria se todo mundo começasse a brincar de ser diferente do que era antes?

A pessoa levanta de mau humor, solta uma primeira patada, cai na real e, de repente, sem avisar ninguém, muda a chavinha pra um bom humor contagiante e surpreende todo mundo; ou então, no trânsito, vira com cara de enfesado pro coleguinha no carro ao lado, levanta a mão mas, no lugar de um gesto obceno, abre um sorriso bonito e manda um tchauzinho carinhoso.

Nossas escolhas antigas moldaram nossas vidas pelo tempo que fizeram sentido. Se hoje elas não nos servem mais, que façamos escolhas novas, fresquinhas em folha, sem a teia de aranha do tempo que passou.

Ontem eu fiz uma nova escolha. Escolhi olhar para mim e procurar com todas as forças quem sou eu e o que eu quero agora. Hoje. Nesse momento.

Eu gostei.

 

Anúncios

2 comentários sobre “Sobre as Escolhas que Fazemos

Deixe aqui o seu comentário :)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s