Foto de Tina Zani
Foto de Tina Zani

 

Sexta-feira a Sa completa 15 anos. Minha filhinha mais nova…

Quando fiquei grávida do Biel e fui morar com o Mau, eu sonhava em ter 5 filhos.

Adoro família grande. Adoro a casa cheia. Adoro ficar grávida, com aquele belo barrigão redondo. Adoro parir e amamentar.

Como é gostoso amamentar!

Eu sonhava, imaginava e fazia planos de ter todos os meus filhos de parto natural e amamentar todos eles, cuidar, maternar, abraçar, apertar.

Mas nem tudo saiu como eu planejava.

O Biel, por exemplo, veio ao mundo de cesariana, antecipando a data prevista para o seu nascimento porque estava sofrendo. Não mamou o meu leite, porque eu era muito jovem, inexperiente e me faltou a tão importante orientação adequada. E eu quis tanto tê-lo parido e amamentado…

Eu não sabia que na cesariana eu ficaria amarrada a uma cama, com os braços abertos e presos e uma cortina na frente da minha cara, tampando a visão do nascimento do meu próprio filho. Você sabia disso? Eu não. Foi um choque para mim. Não pude sequer tocá-lo com minhas mãos. Quando o recebi, já no quarto, ele estava limpo, lavado, todo esfregado, vestido e bem enrolado, como um charuto, um pacote.

A enfermeira ficou brava (!) comigo porque o desenrolei para conhecê-lo e tocar seus pezinhos.

Naquela época, eu era tão ingênua e ignorante do assunto parto e maternidade que me tornei vulnerável e manipulável.

Foi assim com o Biel e, por incrível que pareça, foi quase assim com a Sassá 8 anos depois. Eu já não era mais tão ingênua ou manipulável. Já somava 3 gestações, 3 partos (2 normais), 3 filhos saudáveis, 2 filhos amamentados.

Mas, mesmo assim, a Sabrina nasceu de cesariana. Desnecessária. Marcada pela médica e adiada por mim infinitas vezes, até o limite da paciência e do conforto dela: 40 semanas de gestação.

Estava pensando sobre isso hoje de manhã, enquanto caminhava no Taquaral. Talvez pela proximidade do aniversário da Sassá, talvez porque ela tenha me perguntado sobre esse assunto ontem à noite, enquanto nos preparávamos para dormir juntas. Mas o fato é que, se eu tivesse outro filho hoje em dia, teria-o em casa, no meio da sala, com a companhia das pessoas mais importantes da minha vida e a assistência de uma parteira. Eu seria a protagonista desse momento mágico, daria à luz com meu próprio esforço, minha grande força, meu suor, minha alma. Eu sou capaz. Conheço meu potencial.

Não tive os 5 filhos. Pari apenas 2 dos 4 que tive.  Amamentei 3.

Se pudesse tê-los novamente nos dias de hoje e com a experiência dos meus quase 45 anos de vida, sei que seria diferente. Mas eu tinha só 21 e não sabia de nada.

 

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