Minha Intuição Nunca Falha. Você Confia Na Sua?

O Sonho E A Intuição.

Há algumas semanas atrás eu tive um sonho que me fez acordar em prantos no meio da noite.

Sonhei com meu filho adolescente.

No sonho ele era o menino crescido de hoje, mas tinha o rosto e o corpo infantis de alguns anos atrás – essas coisas malucas que só acontecem em sonho.

Ele me chamou em seu quarto, feliz, cantando, assobiando e sorrindo, enchendo a casa de alegria – como sabe fazer tão bem.

Quando entrei no quarto, ele me olhou com seus olhos grandes, belos e brilhantes, começou a passar mal e… morreu em meus braços.

Antes de morrer, no entanto, ele teve tempo de me dizer que havia tomado um veneno e estava se matado.

Não tenho palavras pra descrever o que se passou em meu peito. Uma punhalada traidora. De punhal sem corte e enferrujado, que machuca eternamente antes de penetrar a pele, a carne viva lá no fundo e acertar o coração com um buraco. Ardido que nem a saudade.

Eu chorei. Chorei. Chorei, com aquele menino lindo e sem vida em meus braços. Não podia acreditar que ele tivesse se matando.

O sonho não acabou aí. Enquanto eu chorava, um outro dele apareceu ao meu lado. Tinha a carinha que tem hoje, de adolescente quase homem, mas não era mais criança.

A criança tinha morrido.

Ele, agora crescido, estava vivo, forte, feliz e ali, pertinho de mim, sorrindo, com seus belos olhos negros a me fitar. Então eu acordei.

E chorei tudo de novo. Mas dessa vez foi um choro diferente, choro de quem entendeu a lição, decifrou a mensagem, captou a ideia e se encantou com as formas que a vida tem de nos ensinar as coisas importantes: meu filhinho cresceu e eu não tinha percebido.

Algumas pessoas não se lembram do que sonham a noite. Meu marido, por exemplo, dificilmente me conta um sonho que teve.

Eu, por outro lado, me lembro de quase todos em detalhes e tenho até um caderno onde os escrevo.

Prestar atenção aos sonhos e tentar lembrar deles é uma maneira de entrar em contato com os processos inconscientes que se passam em nossa mente. Muitas informações importantes sobre como viver nossas vidas, que normalmente nos escapam enquanto estamos acordados e usando o lado racional de nossos cérebros, nos são passadas enquanto sonhamos.

Vamos tomar esse sonho que descrevi como exemplo. Inconscientemente, eu sabia que ele tinha crescido e que nossa relação tinha que amadurecer, mas conscientemente eu não queria admitir. Lembrar do sonho criou a ponte que faltava entre o consciente e o inconsciente.

É lá, no inconsciente também, onde nasce a intuição.

Exercitar a conexão com nossos sonhos, então, é uma forma de facilitar o acesso aos processos do inconsciente e, consequentemente, à nossa intuição.

Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior. ~ Carl Jung

A intuição é uma forma de conhecimento que está dentro de todos nós. Como disse Sophy Burnham, é um saber sem saber.

Enquanto o intelecto apenas nos mostra os fatos concretos, é a intuição que conecta os pontos, nos leva à compreensão e nos aponta o céu. É preciso ouvi-la não com a razão, mas com o coração.

Prestar atenção aos sonhos é uma forma de ouvir com o coração, mas não é a única.

Se você ainda não consegue se lembrar de seus sonhos, não se preocupe. Há outras formas mais ‘terrenas’ de despertar para a intuição e você pode encontra-las listadas em vários sites por aí.

Mas vou contar pra você o que eu gosto de fazer e que funciona muito bem pra mim.

Desenvolver Minha Criatividade.

Pesquisas indicam que pessoas criativas são altamente intuitivas. Treinar a criatividade pode facilitar a intuição.

Não é preciso ser um expert pra botar a criatividade em ação.

Desenhar ao telefone, inventar trajetos diferentes pra chegar ao mesmo lugar, ler literatura fantástica, contos ou novelas, ir ao cinema ou ao teatro, sair pra dançar, divertir-se com jogos tipo ‘Imagem & Ação’, elaborar receitas na cozinha, são algumas maneiras de exercitar a criatividade.

Eu gosto muito de desenhar, escrever e pintar.

Quanto mais você racionaliza, menos você cria. ~Raymond Chandler

Curtir Momentos de Solitude.

Adoro estar com minha família e meus amigos, mas não abro mão dos meus momentos de estar sozinha. Sem ficar sozinha eu não sou ninguém.

É muito difícil me ouvir se estou o tempo todo falando ou ouvindo outro alguém, seja com palavras, seja com silêncio acompanhado.

É preciso ficar só, escutar o silencio, encarar o vazio, o nada, o branco. É ali, quando tudo é ausência, que compreendemos a existência.

Observar.

Sempre fui muito observadora. Observar a vida, a natureza, as pessoas, os gestos, as entonações, os animais, a minha casa, as minhas coisas.

Ontem eu estava contando pra minha filha sobre uma mocinha que trabalhou em casa quando ela era bebê e que gostava de usar minhas roupas quando eu não estava. Certo dia tive que conversar sério com ela, pois chegou ao ponto de usar minhas calcinhas! Minha filha, então, perguntou se eu percebi o que acontecia porque a mocinha deixava as coisas fora do lugar.

Não, ela não deixava nada fora do lugar. Pelo contrário. Mas sempre que mexia em algo, eu sabia.

Começamos observando o concreto e, quando menos esperamos, passamos a perceber o abstrato, o não óbvio, o inevidente – questão de treino.

É a intuição se manifestando.

Praticar A Descontração.

Todo mundo tem uma atividade especial, que nos eleva às alturas e tem o poder de nos conectar com o que é sublime.

Pra mim é uma caminhada ao ar livre, bem cedinho, sob o céu azul, olhando as árvores, ouvindo os passarinhos, com cheiro de mato e terra molhada. É um momento pra sair do caos diário e apenas existir e contemplar.

Quando estamos imersos em afazeres e compromissos, dando conta de várias coisas ao mesmo tempo, conectados a nossos aparelhos digitais e mídias sociais, preocupados com a série da academia, o trabalho da escola, o projeto do escritório, estressados e ocupados demais, não há espaço para insights.

É preciso parar e ir fazer outra coisa. Relaxar, descontrair.

Quem nunca teve uma situação assim? Você fica horas quebrando a cuca pra encontrar uma solução e, quando desiste, ela aparece, do nada?

É disso que eu estou falando!

Entregar-Me De Corpo E Alma À Uma Música Que Me Inspire.

Assim como o sexo – e o chocolate, rsrs – a música nos eleva a outro patamar. Ela ativa o centro de prazer do nosso cérebro e nos toca a alma.

Quando mergulhamos numa melodia que nos agrada, descobrimos sensações, emoções e sentimentos que nem sabíamos que tínhamos. É como se ficássemos encantados por uma chuva de purpurina.

Quando deixo a música invadir a minha mente e voo lá pra longe, aqui dentro de mim mesma, cada nota, cada som cria um espaço vazio. E quando chega o silêncio, vem florescendo intuição.

Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música. ~ Aldous Huxley

E Você?

Costuma lembrar dos seus sonhos?

Já teve um sonho que te mostrou informações importantes sobre situações da sua vida?

Costuma dar atenção à sua intuição? Tem insights?

Em quais momentos sua intuição fica mais aflorada?

Compartilhe sua experiência comigo aqui nos comentários. É tão bom conhecer outros pontos de vista!

E, se a minha experiência te ajudou ou te inspirou, compartilhe com seus amigos.

 

Grande beijo!

Tina Zani

 

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2 comentários sobre “Minha Intuição Nunca Falha. Você Confia Na Sua?

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