a respeito do mundo
arquivo pessoal

Há uns meses atrás descobri um site que gostei muito. Chama-se Live Your Legend – algo como ‘Viva/Realize O Seu Sonho’.

Descobri de uma maneira inusitada, no entanto.

Acompanho há anos um outro site, o Zen Habits, cujo autor postou um texto para expressar seus sentimentos em decorrência da morte inesperada do autor por trás do Live Your Legend. Aguçou minha curiosidade! Fui xeretar e adorei.

Acabei me cadastrando para receber as newsletters e decidi participar de um desafio proposto por eles: o Start a Blog Challenge.

Embora eu já tenha 2 blogs e escreva como colunista para um terceiro, achei a ideia bem legal e resolvi aderir.

A proposta é que a gente crie o hábito de escrever, nem que seja apenas um parágrafo, diariamente. A cada dia, recebemos um email com uma dica e uma proposta de escrita, além de poder acessar um vídeo que ensina o passo a passo para se começar um blog do zero. Tudo gratuitamente.

Se você gostaria de ter um blog mas não sabe como, ou se já tem um mas ainda não consegue escrever, fica aí a sugestão. Mas é preciso saber inglês, pois as mensagens e o conteúdo do curso e do vídeo são nessa língua.

Para Pensar

A sugestão de tema para ser desenvolvido hoje é: O que te deixa realmente bravo a respeito do mundo?

Bem, pra falar a verdade, eu não costumo ficar ‘brava’ com as coisas do mundo, embora às vezes fique um pouco triste com as notícias. Mas isso só acontece quando, por acaso, alguém me conta os detalhes de algo extremamente desagradável que tenha acontecido, ou se ouço uma notícia infeliz nas mídias sem querer, ou se estou, de certa forma, envolvida nas consequências da situação que se desenrolou.

Outro dia, conversando com uma amiga querida que tem o mesmo tipo de posicionamento que eu, descobri porque tanta gente ouve notícias ruins… Simplesmente porque, nessas pessoas, o impacto não é profundo o suficiente para faze-las sofrer. Elas têm algum tipo de mecanismo que bloqueia a sensação de tristeza profunda, de morbidez, de desilusão.

Quando sou pega de surpresa por notícias terríveis, ou mesmo apenas ruins, acontece em mim uma espécie de reação que me paralisa, me desespera, me coloca em choque e em uma quase depressão e pânico. Me torno um vegetal, sem ação e sem reação. Não consigo pensar, nem sair do lugar. Só chorar e sofrer e ficar inconformada. É horrível. E enquanto estou sob o efeito desolador dessas emoções, tudo perde o sentido, a graça, a função. Minha vida fica vazia, meu coração se congela, minha alma abandona o corpo.

Por isso, conscientemente, tomei a decisão de não assistir ou ler jornais, não ouvir noticiários sangrentos no rádio ou internet, e que não me venham contar as tristezas e tragédias do mundo nos seus mínimos detalhes que eu já sei que elas acontecem. Não preciso delas para seguir minha vida.

Então, quando vi o tema sugerido para desenvolver hoje, logo pensei nesse aspecto do que se passa no mundo quando o assunto é notícia.

A Máquina De Espalhar Notícias

Existe uma máquina muito poderosa em ação fazendo o marketing do mal. Essa máquina tem como principal função divulgar e exagerar cada pedacinho infeliz de uma situação trágica, fazendo um sensacionalismo barato e disseminando raiva, ódio e azedume nos corações dos humanos que se dispõem a segui-la.

Essas pessoas, envolvidas que estão nesse sentimento de cegueira emocional, passam a acreditar que só existe maldade no mundo, que a humanidade não tem salvação, que não adianta nada ser bom ou fazer o bem, que quem ainda tem esperança é alienado ou sonhador, ou ambas as coisas ao mesmo tempo. E um pedacinho deles morre toda vez que se sentem assim.

Mas isso não é verdade. Para cada notícia ruim que é amplamente divulgada na mídia há outras centenas de notícias e fatos valiosos de bons que se perdem no anonimato por falta de marketing.

Crescemos sendo ensinados que se deve fazer o bem anonimamente, sem alarde, sem divulgação, sem que ninguém saiba. Por que? Ah, porque senão é vaidade, é egoísmo, deixa de ser bom. Então é assim que é. Não há alarde para o bem. Não há divulgação, ninguém fica sabendo.

Não há modelo de bem para ser seguido, para ser ensinado, para ser apreciado e admirado.

Pois defendo que devemos sim divulgar o bem e conclamar as pessoas para participarem dele e divulgarem também. Defendo que devemos espalhar as notícias boas. Todos os dias, intensamente, incansavelmente, insistentemente. Defendo que devemos preservar nossos olhos, nossos ouvidos, nossos corpos, nossas emoções das coisas ruins que são agressivamente noticiadas por aí. Defendo que devemos alimentar nossa alma com o que há de bom no mundo; não, deixe refrasear isso, devemos alimentar nossa alma com o que há de MELHOR no mundo, para assim sermos pessoas melhores e podermos ajudar outras pessoas a melhorarem também.

É como a máscara de oxigênio que se desprende do teto do avião em caso de despressurização. Primeiro colocamos a nossa, para depois podermos ajudar os outros com as deles. Ou seja, primeiro, cuidamos muito bem do que colocamos para dentro de nós para depois escolhermos melhor ainda o que vamos deixar sair, o que vamos compartilhar com o próximo e com o mundo. Se escolhermos bem o que entra, certamente o que sairá será de qualidade inquestionável.

‘O que está aqui, está lá. O que não está aqui, não está em lugar nenhum.’

E você, tem alguma coisa que te deixa ‘incomodado’ a respeito do mundo? Ou alguma coisa que você queira compartilhar sobre a forma como as coisas são, ou como a vida se desenrola?

E, se você gostou do texto ou se conhece alguém que pode se interessar em participar do Start a Blog Challenge, compartilhe! Vou adorar 🙂

Um beijão,

Tina

 

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2 comentários sobre “Você Já Parou Para Pensar O Que Te Deixa Realmente Irritado Em Relação Ao Mundo?

  1. Querida amiga Tina! Parabens pelo texto! Tão bom saber que alguém sente o mesmo! Compartilho do seu mais profundo e abissal descontentamento com a mídia tal como está. Não vejo TV, muito menos aberta, há uns anos. E não me faz falta. Não leio jornal, nem revista, a não ser por um título querido que parece seguir na contramão! Encarrego o Universo de me trazer as notícias pelas pessoas, se tiver utilidade. E ponto.
    Tenho buscado e me dedicado a leituras para a alma e o que me incomoda é esse sentimento de isolamento e “preguiça” das outras pessoas. Então acho que vc encontrou a chave!!! VAMOS DIVULGAR O QUE É BOM, as boas iniciativas para um mundo melhor, sem pudor. Fica aqui um convite pra unirmos forças, ainda nem sei como! E obrigada pela dica do blog. Vou aceitar o desafio para o Ano Novo, rs!!!! Sinta-se fortemente abraçada! Namastê! Somos um!!

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    1. Lucila querida, eu aceito feliz e com esperanças renovadas o seu convite para unirmos forças, e quero te dizer que senti o carinho do seu abraço na minha alma ❤ Vamos juntas formar uma corrente do bem e do bom e dar as mãos a outras pessoas para trazê-las junto conosco. A paz e o amor começam dentro de nós e reverberam em outros corações. O blog é uma das formas de se reverberar por aí, mas há outras. Se precisar de ajuda com seu desafio de ano novo, me chame 😀 Um beijo bem grande.

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