do que você mais se orgulha na sua vida?
Arquivo Pessoal

 

Tenho muito orgulho de muitas coisas na minha vida. Tenho orgulho de estar unida ao mesmo rapaz há 24 anos; de ter gerado, criado e educado 4 belos filhotes; de ter me graduado em uma excelente universidade; de ter corrido 2 maratonas; de falar outras línguas, de ter muitos amigos e alguns muito bons amigos e outras coisichas más.

Mas o que mais me orgulho mesmo nessa vida é outra coisa.

Minha filha chamaria de ser a ovelha negra. Você talvez ache que o melhor seria chamar de ser do contra. Outras pessoas podem pensar que o correto é chamar de ser perdida. Na verdade, tanto faz. Eu chamo de ser eu mesma.

 

Sou a mais velha de quatro irmãos. Em minha casa, todo mundo começou e terminou uma faculdade, a de Direito. Eu comecei 5 faculdades e terminei apenas 1, a de Artes.

Na minha casa todo mundo se casou e teve filhos. Eu tive filhos e me casei. E tive mais filhos. Aliás, hoje é meu aniversário de 19 anos de Cerimônia Oficial de Casamento (é que a cerimônia não oficial de ‘juntamento’ aconteceu na casa dos meus pais no dia 1/11/91, há exatos 24 anos e 22 dias atrás).

Na minha casa todo mundo tem os pés no chão. Eu tenho as mãos no chão e os pés nas nuvens. Todo mundo, na minha casa, é são paulino. Eu sou corinthiana.

Na minha casa, todo mundo se mudou pra longe e não mudou mais de volta pra casa. Eu me mudei pra perto e mudei de volta pra casa 3 vezes ao longo do caminho, com filhos e marido.

Lá, as crianças andam sempre penteadinhas, cheirosinhas, arrumadinhas e com sapatinhos fofos. Já as minhas crianças sempre andaram descalças, com as mãozinhas meladas de terra ou areia, os cabelos despenteados pelo vento, com cheirinho gostoso de infância e roupa velha de brincar no parque. Hoje continuam andando descalças, têm os cabelos coloridos ou bem grandes e cheios de cachos ou meio bagunçados, têm piercing ou tatuagem – ou as duas coisas (e quem não tem, desenha pelo corpo), usam a moda que inventam e, muitas vezes, não usam moda nenhuma. Não por desleixo, por opção mesmo.

E uma coisa eu tenho certeza, a melhor coisa que já fiz foi fazer a coisa do meu jeito.

Olhando pra trás agora e vendo todos os passos que dei, os tropeços, as escolhas certas e as não tão certas, as lágrimas de alegria e as de tristeza também, as vezes em que me perdi e depois me reencontrei, os sonhos que cultivei, que não abandonei e que estão virando verdade bem devagarinho, os dias em que quis abraçar o mundo e depois não dei conta, os caminhos tortos, os passos de tartaruga, a determinação suave e sutil, todas as reinvenções de mim mesma a cada ciclo da lua, os medos, os prazeres, as manhas e as escolhas que fiz fizeram a minha vida ficar com a minha cara. E isso é muito bom. Isso é legal.

Uma das coisas mais difíceis é exercer quem somos e assumir nossas preferências quando estamos o tempo todo sendo julgados de acordo com padrões estabelecidos pela sociedade.

Mas às vezes acontece de não conseguirmos fazer as coisas do nosso jeito simplesmente porque não sabemos que jeito é esse. Isso pode acontecer porque estamos olhando muito pra fora ou porque deixamos de investigar o que realmente faz parte de nós. O que, na prática, dá no mesmo.

Se você quiser levar uma vida que tenha mais a sua cara e menos a cara dos outros, tenho 3 sugestões simples, mas vitais:

#1 Siga O Seu Coração

Essa é uma dica que recebi da minha mãe, que não fez Direito e nem é são paulina, quando eu era adolescente ainda. Um dia, no carro, ela dirigia e nós conversávamos sobre algum assunto importante daquela idade. Ela me instruía sobre alguma coisa tipo sexo, drogas e rock’n roll e eu, toda confusa, ingênua e inexperiente perguntei pra ela como é que eu ia saber se estava certa ou errada.

‘Siga o seu coração’, ela me disse, ‘ele nunca erra’.

Seu coração sempre vai te indicar a direção mais autêntica a seguir e nunca vai te deixar na mão ou frustrado consigo mesmo, simplesmente porque vai te recomendar aquilo que é você, que está de acordo com os seus próprio valores.

#2 Não Ligue Para O Que Os Outros Pensam De Você

Não dá pra agradar todo mundo. Ou melhor, não queira agradar todo mundo.

Algumas pessoas vão gostar de você pelo que você é de verdade, outras não. E tudo bem. Sempre foi assim, desde o início dos tempos.

Não dá pra ter uma vida com a sua cara, com o seu jeito, se você passar os dias tentando agradar os outros e se preocupando com o que vão pensar a seu respeito.

#3 Admire, Mas Não Se Compare

Admirar as pessoas é saudável e inteligente.

Você certamente tem seus ídolos, seus mentores, aquelas pessoas nas quais você se inspira para crescer e aperfeiçoar suas qualidades.

Admirar alguém é diferente de comparar-se com alguém.

Comparar não vai te levar a ser uma versão melhor de si mesmo. Na verdade, vai é te fazer sentir diminuído e frustrado por não conseguir ser o outro. E você sabe que jamais vai conseguir ser o outro, não sabe?

Deixe disso, deixe isso pra lá.

Escolha pessoas para admirar e use-as como inspirações pra ampliar e aperfeiçoar o seu próprio jeito autêntico e genuíno de ser você mesmo.

Colocar essas 3 sugestões em ação todos os dias vai te fazer construir uma vida que tenha a sua marca pessoal.

Comece devagar, comece identificando a voz do seu coração. Aprenda a ouvi-la, a percebe-la. Ela sempre fala ao seu ouvido, mas é um sopro que só sente quem sabe voar.

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