Colhidas No Jardim

De uma amiga minha, sobre a cirurgia do filho: ‘desde então, Casas Bahia – dedicação total a ele’.

Da mesma amiga, depois de passar a tarde fazendo a página de seu site: ‘hoje sou eu que estou com a bunda quadrada…’.

Da minha tia, sobre a sugestão de escrever um livro de ficção: ‘não sou boa pra escrever, só estou dando uma ideia. Eu não nasci pra criar, nasci pra admirar e bater palmas’.

Do cardiologista, quando viu o resultado do meu exame de esteira: ‘é, já foi melhor’.

Podia ter sido meu, mas é da Martha Medeiros, em uma crônica: ‘não vive quem se economiza’.

Do meu filho, quando perguntei se ele era obrigado a fazer o Saresp: ‘ninguém é obrigado a nada nessa vida’.

Do Bob Marley, sobre seu estilo próprio: ‘vocês riem de mim por eu ser diferente. Eu rio de vocês por serem todos iguais’.

Do meu pai, sempre que me encontra: ‘já sorriu hoje?’

Da professora de alongamento, sobre acharmos que ela tinha nos esquecido em uma posição: ‘alguns exercícios parecem mais eternos que outros’.

De Pablo Picasso, sobre o artista: ‘arte é furto’.

De outro filho, sobre a cantoria das cigarras ao fim da tarde: ‘elas já começaram a serenata?’.

De uma prima, em um texto que escrevi sobre os opostos que se amam: ‘dá quase pra tocar essa leveza-dura toda’.

De Austin Kleon, sobre copiar alguém: ‘não se limite a roubar o estilo, roube o pensamento por trás do estilo. Você não quer parecer seus ídolos, você quer enxergar como eles’.

Do meu marido, sobre uma venda que fiz: ‘você é ótima vendedora! Espero que não queira me vender…’.

De Valter Hugo Mãe, em um livro: ‘assim é o amor, uma estupidez intermitente mas universal. Toca a todos’.

Da minha filha, pelo Whatsapp, sobre me esperar na frente da sorveteria pra pegá-la depois da aula: ‘eu ganho sorvete? Ein, Tina? Ganho, né? Traz o cartão, pra pagar meu sorvetinho’.

Do caseiro, sobre recolher folhas e galhos do chão após um temporal: ‘tô quebrando o galho’.

De uma amiga, em um texto lindo: ‘melhor que ser flor é fazer florir’.

Da diarista, sobre ter se ausentado em um dia de serviço pra poder extrair um dente e aparecer no dia seguinte com o cabelo comprido: ‘ele não pode arrancar o dente porque tava inflamado. Então fui no salão e fiz um aprique pra passar meu aniversário mais bonita’.

De mais um filho, sobre ter tirado 15,5 enquanto o resto da classe tirou em torno de 7 em uma prova que valia 20: ‘acho que não fui tão mal’.

De Anais Nin: ‘não vemos as coisas como elas são, nós as vemos como nós somos’.

Da minha mãe, sobre o retorno de uma viagem: ‘eu quero voltar hoje, mas vamos voltar amanhã’.

De um dos meus irmãos, sobre o afilhado ter sido aprovado na primeira fase do vestibular e a notícia ser divulgada bem no dia de seu aniversário: ‘poxa, essa super notícia está ofuscando o meu aniversário!’.

De um colega de Yôga, após uma prática bem puxada: ‘até o meu glúten está doendo’.

De mim mesma, sobre abrir a janela de manhãzinha: pensei que fosse noite. Era chuva.

 

 

 

 

 

 

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3 comentários sobre “Colhidas No Jardim

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