na sala
arquivo pessoal

Apareceu uma barata no encosto do sofá da sala. Foi a sobrinha que viu.
A filha estava sentadinha lá, assistindo à televisão, e levantou desesperada.
O filho gritou, da cozinha, para a sobrinha espirrar o spray que estava na janela, ao lado do sofá.
O spray não era para baratas. Mesmo assim, a sobrinha espirrou, sem muita precisão nem convicção.
Não funcionou.
A barata desceu do sofá e correu na direção da cozinha.
A nora se desesperou.
A mãe, encolhida na cadeira da mesa de jantar, gritou para o filho pegar o spray preto, que era para baratas, no armário do corredor.
O filho, que estava na cozinha e não gosta de baratas, disse que não ia dar.
A mãe, agora em pé na cadeira, insistiu. A nora também.
O filho passou espremido pela parede, na ponta dos pés, sem perder de vista a barata, e pegou o spray preto.
Espirrou, mas não conseguiu inutilizar a intrusa, que se escondeu no vão entre duas tábuas do assoalho de madeira.
Mãe, filha, sobrinha e nora, aflitas e alucinadas, gritaram mais alto e começaram a querer espernear.
Nessa hora, o marido – também conhecido na casa como o exterminador de baratas – apareceu armado dos pés à cabeça com um chinelo de dedo. Em um só arremesso, deu cabo da situação.

Tina Zani
❥❥❥

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