vento que bate na minha cara,

leva embora, leva embora.

 

vento que bate na minha cara,

assopra essa ardência, preenche esse vão, leva embora, leva embora.

 

vento que bate na minha cara pela janela do carro aberta

arrasta essa tristeza tira de mim, leva embora, leva embora.

 

vento, vento, arranca essa náusea que sufoca a minha garganta

dissolve esse nó que se fez no meu estômago

amortece essas cólicas, me adormece

leva embora, leva embora.

 

vento da estrada

na minha cara

no meu enjôo

no meu medo

no meu tremor

na minha pele

no meu útero

nos meus dedos que escrevem essas palavras.

 

vento amigo

fecha meus olhos

me deixa respirar.

 

leva embora, leva embora.

 

Tina Zani

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