terra

terra
arquivo pessoal

 

E a terra… a terra anda molhada por aqui. Molhada de uma chuva que não para de cair. Essa terra vermelha e fértil, que faz lama de escorregar quando a água vem. Essa terra preta e fecunda, que faz brotar sementes e que abriga minhocas e tatus-bola. É a nossa terra, a terra que sustenta o corpo e suja os pés. Uma terra com aromas, que exala perfumes quando se molha. Um cheiro que entra no corpo e parece que faz um carinho que acalma. Parece que diz: ‘Relaxa, está tudo bem. Fica sossegado que vou cuidar de tudo para você’.

Ah, terra. Sim, cuida de tudo para mim que hoje eu vou deitar na rede para ouvir a chuva de banhar. Hoje eu vou sentar na varanda e só ficar ali parado um pouco, sem pensar, sem tentar controlar. Hoje eu vou te espiar da janela e me esquecer de ver as horas. Vou só existir e te perceber em mim.

Tina Zani

♥♥♥

Obrigada por ler. Se você gosta do que escrevo, pense em comprar meu livro 😀

Descabelando-se Entre Penteadinhos

Anúncios

amor, estranho amor

amor estranho amor
arte de Tina Zani

 

não é difícil te explicar o que estou sentindo. difícil é escolher palavras que não sejam repetidas, palavras que não sejam clichês gastos de tanto uso.

quem sabe consigo te falar, de uma forma diferente, sobre a euforia que me toma quando te penso ou te ouço ou te vejo ou te desejo. quem sabe palavras outras, que não as mesmas, me brotem da escápula para eu soprar ao vento e te contar do zunido de abelha no meu ouvido.

talvez eu consiga garimpar o alfabeto e encontrar os tesouros da língua que beija a tua boca.

pode ser que, então, eu faça brinquedos literários que se encaixem tipo peças de um quebra-cabeça, para montar o desenho da minha alma penada de amor. talvez, se isso acontecer, eu te pareça um pouco esquisita, derrubando sílabas na camiseta e procurando-as de joelhos no chão. talvez você me encontre ciscando as palavras caídas com as pontas de minhas unhas afiadas, ou com pinça de tirar espinho do pé, cuidadosa para não as desfazer em linha esticada no papel. é que linha pode ser laço, mas também pode dar nó e, se não for nada disso, vai ser só linha esticada e reta de trilho de trem. mas eu prefiro me descarrilar no meio da floresta.

talvez você ache meu amor estranho, talvez você me olhe ressabiado e de esgueio, tentando me decifrar nas palavras outras que escolhi para te soprar. mas quero te ensinar o jeito certo de me perceber. é mais fácil que me entender e mais gostoso que me decifrar.

feche os olhos e deixe minhas águas percorrerem seu corpo, meu leite alimentar seu coração e minhas conchas aliviarem sua fome de mar. esqueça minhas palavras tortas e experimente meus sentidos. receba as folhas verdes que te ofereço e colecione minhas miçangas para, juntos, fazermos um colar. qualquer palavra que eu use para te explicar o que sinto não é tão grande quanto a vontade de me enroscar em você.

então, eu te proponho, vamos deixar as palavras embaixo da cama e fugir abraçados na pontinha dos pés.

Tina Zani

♥♥♥

Obrigada pela visita. Você gostou deste texto? Que tal compartilhá-lo? Se você gosta do que escrevo, pense em comprar meu livro  😀

Descabelando-se Entre Penteadinhos

sol

sol
arquivo pessoal

 

cerveja. ando tomando algumas (embora prefira o vinho. tinto).

especialmente um drink feito com Sol pelo qual me apaixonei e cuja receita compartilho aqui:

  • 1 long neck de Sol
  • gelo
  • sal
  • limão espremido

corte o limão e lambuze as bordas de uma caneca grande. esparrame sal num prato e emborque a caneca lá para fazer a deliciosa borda de sal. ainda com a caneca emborcada, bata uma colher na bundinha (da caneca) para tirar o excesso de sal. coloque pedras de gelo dentro e o suco de um limão espremido. junte a Sol, cuidando para que a cerveja não encoste no sal. pronto! delicioso e refrescante.

a primeira vez que tomei foi no Salamandra, restaurante mexicano que adoro, em Barão.

pode ser apreciado em dias com ou sem sol e em noites com lua também, mas convém ser moderado. esse fim de semana, foi uma surpresa. tomei um ou outro (hahaha) cheios de gelo e, quando vi, apaguei. dormi umas três horas e acordei no final da festa. levei o maior susto. todo mundo já tinha ido embora e só tinham sobrado os queridos que sempre ficam e ajudam na arrumação.

moral da história: em dia de festa, tome mais sol do que Sol e modere no Fiesta.

Tina Zani

♥♥♥

Obrigada pela visita. Se você gosta dos meus textos, considere compartilhá-los ou adquira e presenteie um livro meu 😀

Descabelando-se Entre Penteadinhos