Para Ser Quem Eu Sou

foto de Tina Zani
foto de Tina Zani

 

Hoje li o seguinte parágrafo em um livro*:

 

Não tema que o mundo veja quem você realmente é. Quando se permite ser fiel a si mesmo você também dá permissão aos outros para agir assim. Sem a preocupação das aparências, a vida se torna muito mais simples e satisfatória.

 

Isso me levou a pensar o quanto estamos treinados a nos vender em nome da imagem que o outro fará de nós.

Muitas vezes, deixamos de ser verdadeiros e autênticos para nos tornarmos a massa, uma produção em série de seres superficiais, controlados, complexos e complicados. Sem perceber, acabamos dificultando nosso relacionamento com os outros por medo de não sermos aceitos.

Ser natural, espontâneo e livre, na verdade, atrai amor. Pense nas pessoas que você conhece e que são assim. Que sensação elas geram nos que as rodeiam?

Aceitação, leveza, sinceridade, atração e, especialmente, espaço para você também ser quem é de verdade.

Tudo o que atrai é amor. O amor gera a atração – entre mim e mais alguém, entre mim e alguma coisa, entre mim e uma situação.

Ser fiel a mim mesma significa submeter meu ego humano a meus sentimentos mais puros, à minha essência, livre do peso do julgamento alheio.

E quando agimos com amor a nós mesmos, abrimos o peito para aceitar e amar os outros também.

Agir por aparência, para conquistar admiração, é egoísmo. Agir de acordo com nossa essência, mesmo que seja por nós e para nós mesmos, não é.

É respeito, autoconhecimento, leveza, liberdade, amor.

 

 

*Organize-se, Donna Smallin

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Coisa de Mulher

Foto Tina Zani
Foto Tina Zani

 

Com a idade que tenho, todo ano passo pelo meu cardiologista.

Dessa vez ele resolveu me pedir um exame de esteira e, quando o resultado ficou pronto, escutei escapar de sua boca: ‘humm, já foi melhor…’

Entendi o recado e resolvi não deixar a peteca cair. Entrei numa academia.

E ganhei de presente a avaliação física.

Hoje fui lá pra ser avaliada. Por um homem.

 

Me pegou despreparada…

Começou fazendo perguntas de anamnese e depois me levou pra balança pra me pesar – ai, meu Deus, tem certeza que a balança tá aferida? 3 kg a mais?! – e medir – péra, olha direito aí, nem um centímetro a mais?

Depois, voltando pra salinha, foi medir dobra cutânea – ah, não, por que não coloquei aquele top lindo que disfarça muito melhor a minha idade?

Foi apertando todas as minhas gordurinhas com um beliscador e anotando uns números no computador – incrível, ele achou todas, até as que eu mais escondi… ahhhhh, se eu tivesse tomado mais chá verde…

E, então, resolveu medir meu corpo inteiro. Inclusive minhas panturrilhas! – sabia que eu devia ter depilado as pernas antes de ir… 

Me levou pra esteira e me mandou correr. Corri tão empertigada que nem senti aquela dor no joelho que me acompanhou nos últimos dias, nem o tênis desamarrado, nem a chave do armário que saiu voando enquanto eu corria.

Por fim, o diagnóstico: ombro esquerdo levemente mais alto que o direito, um pouquinho de hiperlordose e 2% de gordura corporal acima do ideal.

Só. O resto está uma maravilha.

Até que, apesar de tudo, não me saí tão mal assim.

Mas é melhor passar pelo menos um perfuminho da próxima vez, hahahaha.